Paranoia
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(11 de outubro de 2021)
Local: Sala de Comando
Vídeo: youtu.be/e5wXJ14RB1Y
É mentira! É mentira, é tudo mentira. Eu recuso. De verdade, eu não quero. Se assim não fosse (porque é sim), repetiria, afinal, eu não quero, porque é mentira (é tudo mentira). Meus dedos têm ossos, cada um extremamente nojento, sujo, pronto para revelar-se como se houvesse, sim, amanhã. Eu sei exatamente o que busco e, se fosse para fingir, eu fingiria. Eu gosto tanto de mim, eu já disse mil vezes e não-foi-primeira-vez-nem-última; regra que se quebra, de vez em quando, nos momentos menos inadequados. Eu sei tudo o que tem lá fora. Eu sei de tudo. Se fosse para mentir, eu reconheceria. E eu conseguiria, mesmo que sem tempo. E eu preciso de tempo para convencer-me outra vez: o que foi que eu fiz, se não tenho para onde ir? Não me restam dúvidas: eu quero me arrancar de mim a gritos.